Pelo terceiro mês consecutivo o setor da construção civil contrata trabalhadores

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado de São Paulo, com parceria com a Fundação Getúlio Vargas, e com informações do Ministério do Trabalho e do Emprego, divulgou dados que mostram que nos últimos 12 meses, as contratações recuaram em 9,46%. A construção civil encerrou o mês de agosto com 2,4 milhões de trabalhadores, uma alta de 0,07% em comparação a julho deste ano.

Em consideração dos efeitos sazonais, o registro foi de queda de 0,53% em agosto comparado a julho.

Segundo o presidente do Sinduscon-Sp, essa oscilação é considerada positiva sobre o nível de emprego da construção civil no país, e deve ser analisada com cautela. Esse crescimento de 0,07% não abrange o estado de São Paulo, explica o Sindicato, pois o estado registrou queda de 0,235.

Se for analisado o acumulado do ano, iremos observar uma queda no volume de emprego, menor que em 2016, porém diante da falta de investimento, as perspectivas ainda não é uma retomada de emprego que o setor da construção civil sustenta sozinho.

Entre as cinco regiões do país, apenas duas registraram alta no nível de emprego, sendo o Nordeste com 0,95% de alta, seguida do Centro-Oeste com registro de alta de 0,18%.

As regiões Sudeste registrou baixa de 0,19% negativo e o Sul, 0,04%, também negativos.

Os estados do Sudeste que concentram as quedas, foram Rio de Janeiro, com 0,91% negativos, o estado de São Paulo com 0,23% negativos. Os estados do Sudeste que tiveram alta, foram Espirito Santo, com 0,60% e Minas Gerais, com 0,31%.

O número ainda é pequeno em todo país, o desemprego cresce mais que as contratações de acordo com os economistas. Para que uma grande retomada mais consistente ocorra, é preciso sinais mais claros da economia para investimentos.

A crise destruiu a estrutura produtiva do país, e quando se pensa em retomá-la de uma forma mais segura, os planos ficariam apenas para 2022, explica o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, o Isper, Otto Nogami. O papel da indústria no Produto Interno Bruto da construção é de grande importância, pois ela responde de forma rápida as medidas econômicas que são tomadas.

 

Diretora do FMI diz que países devem aproveitar a recuperação econômica global

A recuperação econômica não é um fato apenas para os brasileiros, segundo Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI – Fundo Monetário Internacional, essa é uma tendência global. A diretora ainda afirmou que a recuperação econômica global deve ser aproveitada pelos países que pretendem implantar novas reformas com o objetivo de ter prosperidade ampla e duradoura.

Em um pronunciamento realizado na Kennedy School of Government, uma escola de Harvard, Christine Lagarde disse: “A muito esperada recuperação global está criando raízes”.

Em todo o mundo, a recuperação econômica já tem proporcionado expansão econômica para muitos países, inclusive de uma forma renovada e sustentada. Esse fato só tem ocorrido devido a uma maior estabilidade por parte das instituições financeiras e porque a confiança do mercado aumentou.

Lagarde ainda questionou: “Será que o mundo pode agarrar a oportunidade de uma ascensão para garantir a recuperação e criar uma economia mais inclusiva, que funcione para todos?”.

As especulações da diretora do FMI foram anunciadas antes do encontro anual que reúne o Banco Mundial com seus 189 países membros e o FMI, para discutir previsões de crescimento econômico para cada um dos membros e para o mundo por completo.

Contudo, o FMI tem enfrentado desde o ano passado um certo populismo por parte dos países desenvolvidos. Há uma certa onda de liberalismo comercial e de forças hostis aumentando em regiões como nos Estados Unidos e na Europa.

Mas a diretora também destacou que nem todos os países saberão aproveitar as vantagens de uma recuperação econômica global. Ela afirmou que algumas ameaças como o crescimento lento, o descaso com as novas tecnologias e a desigualdade econômica, poderão influenciar nessa retomada global.

“Como resultado, nosso tecido social está desgastado, e muitos países estão vivenciando polarizações políticas elevadas”, disse Lagarde.

A grande questão para Lagarde, é que não agir em uma recuperação econômica global “deixaria uma boa recuperação ir para o lixo”. Sendo assim, ela afirma que o crescimento econômico poderia ser fraco e lento, com pouca criação de empregos, com sistemas financeiros propicio a futuras crises e com falta de segurança no país.

Outros investimentos que foram aconselhados por Lagarde são voltados para a infraestrutura do país, desenvolvimento para a produtividade e demanda, e pesquisa. Com isso o país pode gerar mais empregos e fazer com que o desenvolvimento econômico chegue a todos os habitantes.

 

Crise econômica muda os hábitos de transportes dos brasileiros, diz pesquisa

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Mergulhado em uma crise econômica há 3 anos, a população brasileira acabou desenvolvendo novos hábitos de consumo, devido ao corte de gastos no orçamento das famílias. Um exemplo dessas mudanças é o modo de locomoção, sendo que mais brasileiros passaram a fazer trajetos que antes eram feitos por ônibus, trem ou carro, a pé.

Uma pesquisa realizada pela Sodexo, empresa provedora de benefícios, foi feita com um número de mil participantes, revelando que 69% deles mudaram a forma de se locomoverem para o trabalho, escola e compromissos, devido a uma cautela desenvolvida diante da crise econômica no Brasil.

Uma das melhores maneiras de cortar gastos com transporte e economizar para outros fins, é andar a pé até determinado destino. Essa metodologia está sendo utilizada por 24,4% dos entrevistados pela pesquisa. Algumas pessoas que utilizavam carro diariamente para se deslocarem até o trabalho, escola e outros compromissos, enxergaram no transporte público uma alternativa para economizar, já que os combustíveis no Brasil estão caros na visão do consumidor. 21,5% dos participantes da pesquisa passaram a optar por transporte público como alternativa.

Dos que usam o transporte público e não tiveram a opção de se deslocar a pé diariamente, passaram a reduzir o uso do transporte público em outros trajetos. Ou seja, elas deixaram de utilizar o transporte público em compromissos não tão frequentes para conseguirem manter a tarifa cobrada pelas empresas de transporte público.

Uma das alternativas que já era utilizada e passou a ser mais acessada pelos entrevistados, é o uso da bicicleta como meio de transporte, e 17,1% dos participantes da pesquisa passaram a usá-la com assiduidade. Existem aplicativos que ajudam as pessoas com alternativas de rotas e meio de transporte, como o Uber, sendo utilizados por 9,9% dos participantes. A carona é uma das alternativas mais utilizadas pelos entrevistados na pesquisa, somando 73,7% das pessoas que disseram também usufruir sempre que possível.

“Apesar da baixa recente da inflação, a renda das famílias diminuiu com a crise econômica e o desemprego, e a necessidade de economizar acabou impactando aspectos básicos como transporte e saúde. A opção do brasileiro por andar a pé tem um aspecto benéfico: quando a crise passar, talvez estejamos mais acostumados com essa prática tão saudável. A crise pode ter mostrado para muita gente que andar mais a pé é possível. Além de ser a forma mais econômica de se deslocar, caminhar é a primeira alternativa para quem manteve a rotina de exercício físicos durante a crise, mas teve que equilibrar as despesas”, explica Fernando Cosenza, diretor de Sustentabilidade da Sodexo Benefícios e Incentivos no Brasil.

 

Felipe Montoro Jens reporta sobre os desdobramentos do processo de privatização da Eletrobrás

De acordo com estimativas feitas pela consultoria Thymos Energia, o processo de privatização da Eletrobrás pode gerar ganhos de até R$ 17 bilhões para o Tesouro Nacional, informa o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens. No final do mês de agosto, o governo se pronunciou sobre o tema, garantindo que planeja concluir esse processo na primeira metade de 2018. Contudo, ainda não foi definido como será a venda da empresa.

Tal previsão de ganhos foi feita considerando uma das alternativas propostas pelo governo acerca da venda do controle da empresa, a qual teria o objetivo de levantar recursos na Bolsa de Valores por meio da oferta de novas ações, utilizando o montante arrecadado para alterar os contratos do setor elétrico, além de gerar um pagamento de bônus para a União. Apesar disso, o governo garante que a entrada de novos recursos em caixa não é o ponto central dessa operação.

Segundo Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, esse é um processo que vai muito além da necessidade de arrecadar verbas. Para ele, a privatização será capaz de tornar a empresa mais ágil e eficiente, além de melhorar a sua capacidade para competir de frente com outras grandes empresas do setor em cenário global, noticia Felipe Montoro Jens.

Atualmente, a União possui duas alternativas para a privatização da Eletrobrás. A primeira delas, consiste na venda da participação que o governo detém no capital da empresa. Porém, caso escolha esse método, o montante recebido pelo Tesouro Nacional com a operação não poderia ser utilizado na redução do atual déficit primário do governo, que já supera o patamar de R$ 150 bilhões.

A segunda alternativa, por sua vez, é da Eletrobrás passar a emitir um volume maior de novas ações na Bolsa de Valores, o bastante para que a participação da União no capital da empresa se torne bem menor. Nesse cenário, o total de recursos gerados permaneceria com a própria Eletrobrás, reporta o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens. Porém, o Tesouro conseguiria lucrar com a operação devido a um processo que está sendo desenvolvido paralelamente.

Há alguns meses, o governo de Michel Temer instaurou uma consulta pública para alterar o marco regulatório relativo ao setor elétrico e, entre as alterações propostas, está a exigência de que 90 usinas hidrelétricas, que atualmente são obrigadas por lei a adotar preços muito abaixo do mercado, possam mudar os seus contratos e atuar dentro dos valores do mercado. Essa medida ainda solicita o pagamento de taxas para o governo, e como a Eletrobrás tem a posse de 14 dessas usinas, ela teria que arcar com valores que não pode pagar nesse momento, caso não haja a privatização, informa o especialista Felipe Montoro Jens.

Sobre o tema, Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobrás, ressaltou que a empresa não tem condições financeiras de arcar com esses gastos, mas que através da desestatização, reporta Felipe Montoro Jens, seria possível que ela participasse do processo proposto pelo governo, acerca da mudança no regime adotado pelas usinas.

 

 

 

 

Após os recentes reajustes nas tarifas, conta de luz terá tarifa acima do normal

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As recentes mudanças na taxa de luz cobrada em todo o país, passa a contar com mais um reajuste divulgado no dia 29 de setembro de 2017. A Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, anunciou que os consumidores irão desembolsar R$ 3,50 a cada 100kWh – quilowatts-hora – de consumo.

Esse novo reajuste eleva o status de bandeira vermelha que já havia sido acionada nas contas de luz a partir de agosto de 2017, passando para bandeira vermelha patamar 2. A criação do nível dois para bandeira vermelha data de 2016, porém, nunca tinha sido acionado.

Essa decisão foi devido ao fraco período de chuvas e a baixa vazão de águas nas hidrelétricas de todos os estados brasileiros. “Em função do regime hidrológico muito crítico, este setembro foi o pior mês de setembro, do ponto de vista da vazão, da série histórica do setor elétrico”, diz o diretor-presidente da Aneel, Romeu Rufino.

A falta de chuvas em todos os estados do país é motivo para acionar o patamar 2 da bandeira vermelha, mas também é para alertar o consumidor a consumir menos ou com mais responsabilidade. Devido a esse período de poucas chuvas no país, as usinas termelétricas são acionadas, isso acaba gerando maiores custos para o setor de energia elétrica no país.

O Brasil segue um sistema de bandeiras tarifárias desenvolvido para manter um sinal de alerta em relação a demanda de energia disponível naquele período. A cada bandeira são cobrados valores diferentes e geralmente as bandeiras são acionadas devido ao uso emergencial das termelétricas.

As cores indicam o grau de emergência em relação a demanda de energia disponível e os valores sofrem reajustes de acordo com cada cor. Neste caso, as bandeiras verde, amarela e vermelha podem ser acionadas se houver necessidade, segundo a Aneel.

O CVU – Custo Variável Unitário – é levado em consideração para identificar a cor da bandeira e o valor de repasse para o consumidor final. Se o valor do CVU estiver a baixo de 211,28 R$/MWh, o valor tarifário cobrado será de bandeira verde. Se o valor da CVU estiver acima disso, então as contas entram em bandeira amarela. Se o valor do CVU estiver igual ou acima dos 422,56 R$/MWh a bandeira vermelha é acionada.

 

Relatórios do governo apontaram que horário de verão economizou R$ 7 bilhões

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O governo tem estudado sobre extinguir o uso do horário de verão nos estados brasileiros que passam pela mudança todos os anos. A ideia tem sido discutida pelo Ministério de Minas e Energia há seis meses pelos governantes e passará em breve por uma análise do presidente da república Michel Temer. O relatório que tem sido usado como base para discutir o assunto aponta que a principal causa para eliminar o horário de verão seria a “perda de efetividade” na economia de energia proporcionada pela alteração no horário.

Embora o tema tenha sido levado em consideração por causa dessa indiferença do horário de verão sob a economia de energia, outros relatórios elaborados ao longo dos anos pelo ministério apontaram um cenário muito diferente do que foi falado pelos governantes.

O Ministério de Minas e Energia realizou e divulgou no ano de 2015 um relatório afirmando que o horário de verão tinha poupado um total de R$ 7 bilhões da verba pública. Esse valor é referente a economia de dinheiro de uma forma direta à energia proporcionada pelas usinas térmicas, as que são consideradas mais caras para a produção de energia elétrica no país. Além disso, o governo teria que realizar uma série de investimentos para que a capacidade de energia elétrica no país fosse expandida. Mas com o horário de verão, esse dinheiro também foi economizado.

Em nota, o CMSE – Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, afirmou que será preciso “aprofundar os estudos”, sobre os efeitos causados pelo horário de verão na economia brasileira. Já a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, e o ONS – Operador Nacional do Setor Elétrico, afirmaram que todas as informações relacionadas aos relatórios econômicos do horário de verão serão apresentadas pelo ministério.

Em decorrência desse fato a Casa Civil alegou que “está avaliando a conveniência ou não do tema horário de verão”. Contudo, a Casa Civil também alegou que o tema será avaliado e considerado pelo ministério.

Mesmo com as divergências do próprio ministério em apontar o horário de verão como bom e indiferente para a economia do país, ele entrará em vigor neste ano no dia 15 de outubro, caso nenhuma mudança seja feita pelo presidente. Ao todo, dez estados brasileiros e o Distrito Federal terão o horário alterado em uma hora de antecedência.

 

Proibição de combustíveis fósseis na China poderá causar revolução mundial

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Uma revolução nos combustíveis usados pelos veículos poderá acontecer em breve, caso a China proíba de vez a produção e a venda de veículos que utilizem os combustíveis fósseis, sendo eles a gasolina e o diesel. Essa possibilidade que tem sido estudada pela China já tem feito com que muitos carros elétricos comecem a entrar no mercado, mas se a decisão da China for de fato a favor dos elétricos, isso significará uma revolução no setor a um nível mundial.

A proibição da fabricação e da venda de carros e caminhonetes que usam os combustíveis fósseis em seus motores já foi firmada na Grã-Bretanha e na França, que decretaram o fim deste tipo de veículo até o ano de 2040. Os dois países têm lutado constantemente para reduzir ao máximo as emissões de poluentes causadas por carros e pela indústria.

Nenhuma data foi determinada pelo governo de Pequim, mas a especulação em cima do caso já fez com que as ações das montadoras de origem chinesa registrassem queda a partir do dia 11 de setembro de 2017. No caso da montadora BYD, a grande líder do setor de carros elétricos na China, as ações fecharam em alta de 4% após as notícias de que os combustíveis fósseis poderão ser proibidos.

A especulação sobre o tema começou quando o vice-ministro Xin Guobin da Indústria e de Tecnologias da Informação, fez um pronunciamento alegando que o país está estudando a proibição e elaborando um calendário para que o acontecimento possa ser determinado.

Xin Guobin disse sobre o caso: “Estas medidas fomentarão mudanças profundas no meio ambiente e devem estimular a indústria automobilística chinesa. As empresas deveriam se esforçar para melhorar o nível de economia de energia dos carros tradicionais e desenvolver vigorosamente veículos elétricos”.

Embora nenhuma data tenha sido estabelecida para que tal fato aconteça, essa mudança ocorrerá mais cedo ou mais tarde, como vem ocorrendo em diversos países. Se for aprovado pelo Congresso, o Brasil proibirá a utilização de veículos movidos a combustíveis fósseis a partir de 2040. Essas mudanças na utilização de combustíveis têm surtido grande efeito na fabricação de veículos elétricos, que passou a atrair mais os olhares dos investidores.