IBGE divulga crescimento da industria de 5,3% em outubro de 2017

Segundo um levantamento feito pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física – Brasil, divulgada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no dia 5 de novembro de 2017, a indústria nacional teve um crescimento de 0,2% no fechamento do mês de outubro deste ano. Esse fechamento positivo em outubro deste ano representa o segundo fechamento consecutivo referente a série sazonal, que já representa um acumulado positivo de 0,6%. Mediante a série sem ajuste sazonal comparando o mesmo período de 2016, a indústria apresentou um crescimento de 5,3%.

Em comparação com o acumulado deste ano, o crescimento foi de 1,9%, e no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 1,5%. Segundo o levantamento apontado pelo IBGE, o resultado alcançado é positivo pelo segundo mês consecutivo, sendo o melhor resultado observado desde o mês de março de 2014, quando o fechamento foi de 2,1% no mesmo período.

Entre os meses de setembro e outubro deste ano, as taxas em duas categorias econômicas foram positivas, dentre as quatro grandes categorias analisadas, e dos 24 ramos ligados a elas, 15 tiveram retrospectos positivos. A indústria farmacêutica teve grande peso na contribuição para os bons retrospectos da indústria de forma geral.

Os produtos de origem farmoquímicos e farmacêuticos, apresentaram crescimento em vendas de 20,3%. A indústria de bebidas também gerou impacto positivo de 4,8%. Seguindo essa linha de bons retrospectos, confecção de artigos do vestuário e acessórios, apresentou crescimento de 4,3%, vindo logo em seguida: metalurgia, máquinas e equipamentos, e artefatos de couro para viagem incluindo calçados, com: 1,6%; 1,3% e 3,8% respectivamente.

Na contramão destes números de crescimento, foram registradas algumas quedas em nove ramos analisados, sendo eles: produtos alimentícios, que apresentou um recuo de 5,7%, e foi o responsável por um grande impacto negativo na média global, encerrando a média de expansão de 3,7% observada no mês setembro deste ano. Produtos que são derivados de petróleo e de biocombustíveis, tiveram queda de 2,6%. Já os produtos de higiene, como produtos de limpeza, vários tipos de sabão e produtos de higiene tiveram queda de 3,2%.

 

Inflação dos alimentos se mantém abaixo do esperado pelo mercado

No mês de novembro o preço dos alimentos tiveram um recuo grande, fazendo com que a prévia da inflação oficial aumentasse menos do que era esperado e com que o Banco Central cortasse a taxa básica de juros até o início de 2018.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15, do mês de novembro teve um aumento de 0,32%, e no mês de outubro essa alta foi de 0,34% ficando abaixo da expectativa de 0,40% da pesquisa Reuters.

O IPCA-15 foi de 2,77% nos doze meses até o mês de novembro de 2017, sob 2,71% até o mês de outubro. A previsão da pesquisa Reuters era de um aumento de 2,84% considerado abaixo da meta do governo que era de 4,5% do IPCA com uma margem de 1,5% para mais ou menos.

No grupo de Alimentos e Bebidas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o IBGE, a deflação intensificou a 0,25% no mês de novembro depois de uma queda de 0,15% no mês de outubro.

Os alimentos que mais ficaram baratos, foram o feijão-carioca com redução de -7,03%, o açúcar refinado com -4,52%, a farinha de mandioca com -4,25% e o açúcar cristal com -3,81%.

A pressão exercida pela energia elétrica, que sozinha respondeu a metade do IPCA-15 de novembro, foi compensada por esse movimento após uma alta de 4,42%.

O aumento da energia elétrica já era algo que todos esperavam após as mudanças de bandeira tarifária que a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou.

O botijão de gás aumentou também em 3,3% e as contas de energia levaram o grupo Habitação a um avanço acelerado de 1,33% no mês de novembro, sendo que em outubro essa alta foi de 0,66%.

Após a redução da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia em 7,5%, o Banco Central disse que irá continuar com o movimento de redução em novembro e deixou a porta aberta para o movimento seja continuado também em 2018.

A inflação acumulada do ano ficou em 1,78%, sendo um valor muito abaixo dos 5,51% registrados entre os meses de janeiro a setembro de 2016. Esse foi o menor índice desde 1988 quando a inflação chegou a 1,42%.

 

Estudo do Senado diz que investimentos públicos voltarão a ser igual a 1990

Os investimentos do setor público no Brasil voltaram ao patamar de 1990, de acordo com o economista e diretor da Instituição Fiscal Independente, Rodrigo Orair. A Instituição é um órgão que realiza pesquisas e tem ligação com o Senado Federal. Os estudos apontam que países como os Estados Unidos já retornaram ao nível de investimentos públicos de 1990.

A queda de investimento dos governos federais diminuiu de R$ 57 bilhões em 2014 para R$ 28 bilhões até junho de 2017, somados aos 12 meses anteriores. O investimento médio dos Estados Unidos, de 1994 a 2000 ficou em R$ 30 bilhões por ano. Em 2017 os investimentos devem fechar 0,4% do PIB e em 2014 essa cifra era representada por 1%.

A falta de investimento é preocupação não apenas dos economistas, pois ela poderá causar diversos problemas, como a falta de investimento em energia elétrica que provocou um enorme racionamento entre 2001 e 2002. Em 2014 os investimentos atingiram um pico e logo em 2015 já começaram a cair novamente.

A queda de arrecadação de impostos acabou derrubando as contas públicas do país após 3 anos de recesso. A espera é que em 2018 os investimentos melhorem devido ao fim oficial da crise no país.

O economista também ressalta que os investimentos atuais irão beneficiar as gerações futuras ou prejudicá-las. “O corte no investimento impacta pouco a prestação atual dos serviços. Entre fechar a escola, fechar o hospital, e cancelar a obra, o governo opta pela obra”. Retomar os mesmos investimentos futuramente é algo que pode causar problemas, diz Orair.

Os investimentos ficaram comprimidos devido às despesas como salários, que são obrigatórias e chegam a 90% das despesas primárias. Segundo o economista, os investimentos públicos do país está em queda relativa ao PIB desde 1980. “Como, hoje, mais de 90% do orçamento federal corresponde a despesas obrigatórias ou não contingenciáveis, resta ao governo a obrigação de contingenciar os outros menos de 10% que corresponde a despesas de custeio e a despesas discricionárias sendo a maior parte delas diz respeito ao funcionamento da máquina pública”, informou o Ministério do Planejamento.

 

Eletrobras teve lucro gerencial de 267% este ano mesmo reduzindo investimentos

A Eletrobras apresentou um recuo em suas margens de lucro líquido de 37% no fechamento do terceiro trimestre de 2017, atingindo a casa dos R$ 550 milhões. O recuo é medido e comparado com o mesmo período em 2016, e sofreu influências diretas devido a indenizações de receitas de renovações antecipadas de linhas de transmissão de energia elétrica.

Ao tratarmos do lucro gerencial, que não consideram os fatores extraordinários, a Eletrobras atingiu a casa dos R$ 449 milhões, equivalente a uma alta de 267% em comparação com o mesmo período em 2016. Em relação ao acumulado em 2017, o lucro gerencial total é de R$ 2,272 bilhões. Segundo Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras, o fechamento do terceiro trimestre de 2017 foi muito bom. Segundo o presidente, a receita bruta da estatal teve um crescimento notável de 16%, alcançando R$ 7,574 bilhões. A receita líquida demonstrou alta de 9% em comparação com mesmo período em 2016, apesar da queda no terceiro trimestre.

Um dos fatores que influenciaram para esta alta na receita da estatal, foram os constantes reajuste indexados à inflação ocorridos em 2017, melhoras na livre concorrência dos mercados e obras relacionadas com o sistema de transmissão de energia junto a um aumento de 19% na transmissão de energia em todo o país. O presidente da estatal também aponta para a influência da privatização como um dos fatores que mais contribuíram para alta no faturamento. O presidente aponta para R$ 3,7 bilhões de investimentos realizados somente no mês de setembro de 2017. O esperado é que os investimentos realizados em 2017 pela Eletrobras alcancem a casa dos R$ 5 bilhões até o final do ano.

Esse valor ainda fica atrás dos R$ 8,7 bilhões que foram destinados aos investimentos da empresa em 2016. “Vai passar de cinco. Vai ser menos do que no ano passado”. Ele ressaltou que ao assumir o controle da empresa no mês de julho de 2016, já havia planejado uma redução de 35% nos investimentos realizados pela empresa.

Uma economia de R$ 877 milhões referente ao PAE – Plano de Aposentadoria Extraordinário, também somou para o faturamento da empresa no terceiro trimestre de 2017. O PAE foi aderido por 2.108 funcionários desde a criação do programa.