Segundo projeções as vendas de caminhões devem crescer 30% este ano

Os representantes do setor de caminhões estão otimistas, após o desempenho positivo no final do ano passado no mercado brasileiro. As projeções de crescimento para este ano são de 9,5% a 30%.

A empresa Mercedes-Benz é a líder nas estimativas mais confiantes, enquanto a Fenabrave espera um avanço menor, porém em todos os casos as comparações são com números baixos.

A Anfavea prevê aumento de 24,7% de emplacamentos de veículos pesados, o que inclui os ônibus que devem retornar mais lentos em 2018.

O vice-presidente da Anfavea explica que essa é uma alta previsão em cima de uma base baixa.

Os executivos destacam a necessidade de renovar as frotas e melhorar a economia como um dos principais impulsionadores de vendas este ano.

As projeções do presidente da MSN/Volkswagen Caminhões e ônibus, Roberto Cortes, são de que os avanços no meio do caminho sejam de 10% a 20% segundo a Reuters. A expectativa subiu, pois em alguns meses atrás ela era de 8% a 10%.

A Ford também alterou sua programação na fábrica no ABC, devido aos indicadores positivos e espera um aumento de produtividade em 45% nos três primeiros meses, em cima dos últimos três meses de 2017.

As vendas de caminhões encerraram o ano de 2017 com alta de 3,5% em comparação a 2016, que foi o pior ano depois de 1996 para essa produção. Mesmo com crescimento da produção em 37%, as unidades instaladas no país ainda trabalhavam com apenas 25% de sua capacidade no fim do ano.

A espera é de que haja uma aceleração nas linhas de montagem, devido a Volkswagem cancelar as férias coletivas de final de ano na fábrica localizada no Rio de Janeiro e com a abertura de 300 vagas de emprego.

Em 2016 foram 1,4 mil funcionários demitidos pela Mercedes-Benz na unidade de São Bernardo do Campo, e em dezembro de 2017 anunciou a contratação de 266 funcionários com início de atividades em fevereiro e contrato temporário de 1 ano.

A Ford Caminhões utiliza um sistema flexível onde os mesmos funcionários da linha de produção de carros trabalham na linha de produção de caminhões, evitando assim horas extras, novos turnos ou trabalhos nos finais de semana.

A estimativa da Anfavea para este ano é que as exportações de veículos pesados aumentem 12,8%, com um total de 42,2 mil unidades.