Ensino doméstico é questão de justiça no Brasil

Quem foca em um ensino de qualidade e em uma aprendizagem eficiente sempre preferirá uma educação sólida e está atento aos fatores que possam influenciá-la. De olho nessas variáveis, existem pais que preferem ensinar os seus filhos no aconchego do lar em vez de mandá-los para um local que muitas vezes não está preparado para dar a proteção e o ensino adequado para a criança enquanto esta não está sob a supervisão de seus pais.

Hoje em dia são vários os casos de notícias de desrespeito de alunos contra professores e contra os colegas de classe, além do tempo que se perde em uma aula tentando fazer os alunos que estão atrapalhando permanecerem quietos. Todos esses fatores que incluem as diversas aulas vagas ao longo do ano provocam um prejuízo nos estudos de alunos interessados.

O ponto negativo principal de estar obrigatoriamente em uma sala é que algumas pessoas que não estão interessadas em estudar não se importam em atrapalhar a aula. Por isso, muitas famílias preferem aproveitar o tempo e a energia desperdiçada com os alunos sem disciplina focando em estudos domiciliares com os seus filhos.

São muitas as falhas do ensino tradicional, muitas crianças e adolescentes não conseguem desenvolver as habilidades que realmente irão ajudar na vida profissional ou pessoal por um conteúdo padronizado e massificado.

No Brasil, o ensino doméstico ainda não está legalizado, então ainda existem alguns problemas que surgem para os pais que adotam essa prática. O Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Luís Roberto Barroso, tomou a decisão de suspender todos os processos judiciais correspondentes à educação domiciliar. A decisão permanecerá até que se tenha uma conclusão sobre o tema, por enquanto ainda não existe um prazo para que isso possa acontecer.

Embora a decisão fosse tomada pelo Supremo Tribunal Federal, Iliani e seu marido tiveram uma denúncia do Ministério Público local e a imposição da Justiça do Paraná para que matriculassem os seus filhos em uma escola. Caso a decisão não fosse acatada poderia haver a perda da guarda dos filhos, mas a família contesta a denúncia afirmando que está em contradição com o STF.

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