Transplante de células-tronco pode ter gerado o segundo caso de cura do HIV

Pesquisadores divulgaram recentemente mais um possível caso de cura do HIV por meio do transplante de células tronco. Após Timothy Ray Brown, que foi o primeiro caso de cura do HIV em toda a história, também chamado de paciente de Berlim, os pesquisadores divulgaram que um londrino pode estar totalmente livre do vírus da AIDS.

De acordo com os próprios pesquisadores, esse tipo de transplante costuma ser perigoso. Além disso, todos os outros pacientes que passaram pelo procedimento não apresentaram a cura do vírus como o paciente de Londres. As notícias divulgadas no início de março de 2019 ainda serão confirmadas pelos pesquisadores através da conferência em Seattle que abordará o tema “Retrovírus e Infecções Oportunistas”.

Não identificado, o paciente de Londres recebeu o diagnóstico de HIV em 2003. Ao longo do tempo o paciente acabou desenvolvendo câncer, por isso, ele aceitou realizar um transplante de células-tronco em 2016 com a intenção de tratar a doença. No entanto, os médicos acabaram por descobrir que o doador tinha uma mutação genética que coincidentemente possui resistência natural ao vírus da AIDS.

De acordo com as análises laboratoriais feitas pelos pesquisadores, a mutação genética do doador fez com que o sistema imunológico do paciente londrino adquirisse a mesma resistência ao HIV.

Os cientistas ainda não admitem que é um caso de cura do HIV, pois eles ainda não possuem estudos sobre o caso e nem mesmo sabem se esses resultados do transplante se estenderão por muito tempo. Por isso, eles estão chamando o caso de “remissão de longo termo”. Há alguns pesquisadores que já apontam o caso do paciente de Londres como a segunda cura do HIV no mundo.

Mesmo que os transplantes de células-tronco sejam perigosos e difíceis de serem feitos pela escassez de doadores, os médicos acreditam que essa remissão da doença observada no paciente de Londres aponta um grande avanço na medicina rumo a cura da AIDS.

A virologista Annemarie Wensing do Centro Médico da Universidade de Utrecht, localizada na Holanda, disse: “Isso irá inspirar as pessoas de um modo que elas poderão ver que a cura da AIDS não é apenas um sonho, isto é alcançável”.

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