Neurocientista afirma que seres humanos vivem constantemente alucinados

Neste exato momento enquanto você está lendo este artigo bilhões de neurônios trabalham em seu cérebro para lhe oferecer uma experiência consciente deste momento. Não é qualquer experiência consciente, é a sua experiência da realidade, algo individual que lhe permite interagir com o mundo ao seu redor.

De acordo com Anil Seth, neurocientista da Universidade de Sussex, Reino Unido, essa busca pela realidade constante que nossos neurônios nos fornecem é o mesmo que um estado de alucinação controlada que segue um padrão pré-definido em cada pessoa. Segundo o neurocientista, quando as pessoas concordam sobre esse estado de alucinação controlada, acabamos chamando esse resultado coletivo de “realidade”.

Seth vem desenvolvendo diversos trabalhos neste ramo nos laboratórios de Sussex ao longo de anos. Já participou de palestras e conferencias sobre o assunto, como a palestra TED Talks e divulgou notícias sobre a neurociência em artigos já publicados. O neurocientista vem defendendo a ideia de que a realidade é um produto da capacidade neural de cada um, o que de fato pode explicar inúmeras doenças mentais, crimes hediondos e outras questões que fogem da realidade da grande massa.

O especialista afirma que a experiência que nos traz a definição de quem somos é uma construção complexa e frágil das redes neurais de cada ser humano. Desta forma, a interpretação do mundo ao nosso redor ganha contexto diferente na ótica de cada um, assim como interpretações de nós mesmos. Essa ótica da realidade pode ser boa o ruim, isso depende de como essa rede neural se forma em cada cérebro.

“É importante frisarmos que diversos estudos sobre redes neurais corroboram a ideia de que elas podem ser transformadas, moldadas assim por dizer. Desta forma, a percepção da realidade que uma pessoa tem pode ser alcançada por outra quando isso é trabalhado”, explica Seth.

Sabemos que isso pode nos ajudar a entender diversos problemas da psiquiatria, como a depressão, esquizofrenia, poder entender melhor a mente de um psicopata e de um gênio da música clássica. Podemos tentar mapear a complexa formação neural de um grande número de pessoas e entender os padrões que se formam em diferentes grupos. No futuro poderemos tratar diverso males e traçar o perfil de uma pessoa com base no complexo mapa neural de cada ser humano.

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