Dívidas acumuladas pelas famílias em 2017 são divulgadas pela CNC

O número de famílias brasileiras que detêm algum tipo de dívida acumulada em 2017 buscou a casa dos 62,2% no final de 2017. Os dados desta divulgação são de acordo com a Peic – Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – divulgada no dia 5 de janeiro deste ano. A divulgação foi realizada pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, indicando que houve uma alta percentual de 3,2 pontos na comparação com o mesmo período da pesquisa realizada no final de 2016.

As dívidas acumuladas por essas famílias inadimplentes até o final do ano passado, representa 25,7% do valor total acumulado no mês de dezembro de 2017, equivalente a uma alta percentual de 1,7 ponto na comparação com o mesmo período em 2016. O número de famílias que dizem não ter condições de arcar com o pagamento destas dívidas atrasadas são de 9,7%, um percentual de 0,6% maior quando é feito a comparação com o mesmo período em 2016.

A quantidade de famílias que se declararam estar muito endividadas no final do ano passado, fechou 2017 em 14,6%, número semelhante ao fechamento do ano de 2016. A média de tempo estimada para que o valor destas dívidas sejam pagas é de 64,3 dias, estimados no mês de dezembro do ano passado. Em 2016, a estimativa de pagamento para o mesmo período foi de 63,8 dias.

Segundo os dados desta pesquisa, um percentual de 76,7% destas famílias inadimplentes tem como principal dívida o cartão de crédito, que tem logo em seguida os carnês oferecidos por lojas, equivalentes a 17,5% dos endividamentos. O endividamento pelo financiamento de veículos apresentou 10,9% destas dívidas.

“Apesar da melhora recente, os indicadores de inadimplência permanecem em níveis superiores aos de 2016. A taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo em relação à capacidade de pagamento”, explica a economista da CNC, Marianne Hanson.

 

Estudo revela que o preço médio de um apartamento no Brasil é de R$ 458 mil

Segundo um estudo feito pela FipeZap, o valor médio do metro quadrado no país ficou em R$ 7.631, que é um dado muito importante para aqueles que desejam comprar um imóvel próprio. Esses valores mostram que as pessoas que estão procurando um imóvel com cerca de 60 m², precisarão pagar por ele cerca de R$ 458 mil.

No país, o estado que possui o maior valor do metro quadrado é o Rio de Janeiro, onde os valores apresentam uma média de R$ 9.811 o metro quadrado. O valor médio de um apartamento de 60 m² na cidade maravilhosa, custa em média R$ 588,6 mil. Mas existem bairros onde os valores encontrados ficam bem acima da média, como é o caso  do Leblon,  onde o metro quadrado custa R$ 20.757 e de Ipanema, que custa R$ 19.378.

Na cidade do Rio de Janeiro também existem bairros onde os preços ficam bem abaixo da média, como em Cavalcanti, onde o preço do metro quadrado sai em média por R$ 2.286 e na Pavuna, que a média do metro quadrado sai por R$ 2.292.

O segundo metro quadrado mais caro do país fica na cidade de São Paulo, que apresentou um valor médio de R$ 8.745 e um apartamento com cerca de 60 m², vai sair em média por R$ 524,7 mil. Na capital paulista os bairros mais caros foram Vila Nova Conceição, com o valor do metro quadrado encontrado por R$ 16.752 e o Jardim Paulistano, com o seu metro quadrado chegando a custar R$ 15.314. O bairro que apresentou o menor valor do seu metro quadrado foi Cidade Tiradentes, com o valor médio de R$ 2.701.

A cidade de Brasília apresentou o terceiro mais alto valor do metro quadrado no país, com uma média de R$ 8.238 e um imóvel de 60 m², pode ser encontrado na faixa de R$ 494,3 mil.

O estudo também mostrou que as cidades que possuem os menores valores em média do seu metro quadrado, foram Contagem, em Minas Gerais, com R$ 3.521; Goiânia, em Goiás, com R$ 4.137 e Vila Velha, no Espirito Santo, com o metro quadrado custando R$ 4.638 em média.

 

Superávit de R$ 1,3 bi em 2017 é divulgado pelo Governo Central

Foram registrados em 2016 pelo Governo Central um superávit de R$ 1,3 bilhão referente a valores nominais em novembro de 2017, superando o déficit de R$ 38,5 bilhões referente ao ano de 2016 na comparação com o mesmo período. Diante do acumulado em 2017, o déficit primário sofrido pelo país atingiu a casa dos R$ 101,9 bilhões, em comparação com os R$ 98,8 bilhões em 2016.

Segundo Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro Nacional, o fato é que uma melhora relativa nos números apontam para uma recuperação ligada a arrecadação tributária que teve início no segundo semestre de 2017, “decorrente do impacto positivo que as medidas econômicas têm ocasionado na recuperação da atividade e no esforço de contenção das despesas discricionárias”.

Levando em conta o cumulado de 12 meses, podemos observar que o resultado primário apresentado pelo Governo Central buscou um déficit de R$ 167 bilhões, número equivalente a uma redução de (-2,5%) do valor total do PIB. Esse valor foi corrigido pelo IPCA – Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo – no mês de novembro de 2017.

Vescovi também lembrou que o resultado fiscal obtido pelo Governo Central em 2017, apresentou melhores retrospectos do que as projeções lançadas diante dos decretos voltados para a programação orçamentária e financeira do ano passado. De acordo com a secretária, muito outros fatores propiciam para uma melhora. “No segundo semestre, com a ampliação da meta em R$ 20 bilhões, o déficit passou de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, a recuperação das receitas e alguns riscos fiscais não se concretizaram, além de termos racionalizado a concessão de subsídios”, afirma a secretária.

Em relação às despesas referente ao acumulado em 2017, o cifra fechada foi de R$ 1,1 trilhão, equivalentes a um aumento de R$ 122,1 milhões na comparação com o mesmo período em 2016. A execução das despesas no ano passado permaneceu abaixo das previsões esperadas em decretos das programações orçamentárias e financeiras, permitindo que os aspectos econômicos das metas fiscais para este ano pudessem ser revisados.

 

Famílias gastaram mais com saúde pessoal que o governo em 2015

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelou no dia 20 de dezembro de 2017 que as famílias brasileiras gastaram 36% a mais em cuidados com a saúde pessoal do que o próprio governo do país.

Segundo o IBGE, os gastos com serviços de saúde realizados por famílias e instituições sem fins lucrativos em 2015 chegou a R$ 1.538,79 por pessoa. O número é 36% maior que o total gasto pelo governo em 2015, que chegou a R$ 1.131,94 per capita. Os dados foram obtidos através da Conta Satélite de Saúde 2010-2015 e divulgados pelo IBGE.

Segundo a pesquisa, somente em 2015 os gastos relacionados a saúde somaram em 9,1% do total do PIB do país. Desse total, 5,1% foi arrecadado pelas próprias famílias, 3,9% foram gastos pelo governo e o 0,1% restante foi gasto pelas instituições que operam no país sem fins lucrativos para auxiliar famílias carentes.

A pesquisa informou que o principal gasto das famílias no ano de 2015 foi com serviços privados de saúde, dentre eles os próprios planos de saúde. Os dados da pesquisa indicaram que os gastos com planos de saúde em 2015 chegou a R$ 204,4 bilhões, que somou 3,4% de todo o PIB daquele ano. No caso dos medicamentos, os gastos das famílias chegou a R$ 92,5 bilhões, uma contribuição de 1,5% para o PIB de 2015.

Já no caso do governo, o principal gasto gerado em 2015 foi com a saúde pública, que chegou a um total de R$ 184,2 bilhões, totalizando 3,1% do PIB. No setor privado, o governo gastou R$ 36,2 bilhões, ou ainda 0,6% do PIB de 2015. Para os medicamentos, o gasto do governo chegou a R$ 10,9 bilhões somente com distribuição gratuita, alcançando um percentual de 0,2% do PIB daquele ano.

O gerente de bens e serviços Ricardo Moraes da Coordenação de Contas Nacionais que corresponde ao IBGE, disse sobre os novos dados: “Se considerarmos somente os serviços voltados para a saúde, ou seja, as internações, os atendimentos e os exames médicos, o gasto tanto das famílias quanto do governo é bem próximo”.

 

Rompimento de gasoduto e forte inverno, elevam o preço do gás na Europa

Aqui no Brasil, a Petrobras junto a equipe econômica do governo promovem constantes reajustes todos os meses no preço do gás e de outros combustíveis. Na Europa o preço do gás subiu devido a outros motivos, sendo que os mercados relacionados com a cotação do gás tiveram alta, após o rompimento de um importante gasoduto no Mar do Norte, localizado na Áustria. Esse importante gasoduto é responsável pelo abastecimento de gás natural para a Rússia.

O preço do petróleo bruto e do gás natural comercializado na Europa, teve um aumento significativo após o rompimento do gasoduto, devido a uma forte explosão. A Itália que é responsável pelo fornecimento de mais de 30% de sua produção de gás para Áustria através do gasoduto rompido, declarou estado de emergência.

Essa forte explosão nas instalações de gás localizada em Baumgarten, próximo a fronteira entre Áustria e Eslováquia, provocou morte e ferimentos entre os trabalhadores e moradores do local.

De acordo com o analista da Wood Mackenzie, Massimo Di-Odoardo, a Europa de um modo geral possui um grande estoque de gás natural, que deverá ser utilizado para cobrir suas necessidades a curto e médio prazo, até que esta situação se resolva. “Mas se os fluxos não se retomarem em breve e o inverno continuar rigoroso, os preços permanecerão elevados durante o resto do inverno”.

Um outro problema no Sistema de Oleodutos Forties, localizado também no Mar do Norte, teve que desativar uma via de gás devido a um vazamento detectado no dia 6 de dezembro deste ano. Essa rede é importante e transporta 40% de toda a produção de petróleo e gás produzidos no Mar do Norte.

“O encerramento deste oleoduto resultará no fechamento de algumas plataformas que produzem petróleo e gás. Isso se estenderá por semanas e não por dias”, explica o chefe de serviços de gerenciamento de risco do sistema Forties, Ben Spry.

O gás natural futuro teve aumento de 17% nas bolsas de Londres, segundo dados do ICE Futures. O inverno na Europa atinge níveis severos, e a demanda de gás é extremamente importante nesta época do ano. Houve um aumento de 18% na demanda de gás fornecido ao Reino Unido em dezembro deste ano.

 

Sob comando de Luiz Carlos Trabuco Cappi, Bradesco anuncia área para clientes de alta renda

Com o aumento do número de correntistas de alta renda, após a fusão realizada em 2016 com outra instituição bancária, o Bradesco reforçará as atenções para este segmento. Desta forma, o banco planeja desenvolver, em sua Diretoria Executiva, uma área exclusiva para gerir o relacionamento com sua clientela de maior poder aquisitivo.

Guilherme Muller Leal, que ocupava o posto de Diretor Executivo do setor de grandes empresas (Corporate), é quem assumirá a responsabilidade pelo novo setor. Em seu lugar, no segmento de Corporate, assume Bruno Melo Boetger, que anteriormente comandava o Departamento de Câmbio.

De acordo com Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, o propósito é consolidar o atendimento a uma parcela de clientes que possui grandes perspectivas de desenvolvimento em nosso país. Conforme destaca o presidente: “Não se poderá contar a história do setor bancário brasileiro dos próximos dez anos sem dar foco e atenção especializada ao segmento de alta renda”. Ainda segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi: “A estabilidade econômica e o crescimento dela decorrente justificam a decisão estratégica que anunciamos”, esclarece em nota.

Guilherme Leal é graduado em ciências econômicas pela Universidade Santa Úrsula (USU) e está há 18 anos no banco. Possui pós-graduação em finanças corporativas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); também obteve especializações em cursos internacionais voltados para executivos, entre os quais destaca-se o Wharton School, na Pensilvânia (EUA). Bruno Boetger, após uma década de serviços prestados à instituição financeira, será promovido ao seleto grupo de executivos que compõem a Diretoria Executiva. Graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, Boetger também possui um mestrado em finanças obtido pela Universidade Cornell (EUA).

Outros departamentos do banco que também sofreram modificações em seus comandos foram os de Varejo e Produtos. O Diretor Executivo do setor de Varejo, Aurélio Guido Pagani, assumirá a responsabilidade pelo setor de Produtos. Já o antigo Diretor Executivo de Produtos, João Carlos Gomes, deverá ser o responsável pelo departamento de Varejo.

Conforme salienta Luiz Carlos Trabuco Cappi, as mudanças em andamento no Banco fortalecem as experiências e garantem o processo de evolução de carreiras do executivos: “Nossa meta é formar um grupo de lideranças que tenha capacidades múltiplas no negócio bancária”, destaca.

Mudanças à vista também na presidência

O cenário de mudanças que ocorre no Bradesco também envolve a posição mais alta da empresa. Luiz Carlos Trabuco Cappi, Presidente Executivo desde 2009, deixará o cargo em março de 2018 e assumirá a função de Presidente do Conselho da Administração em substituição a Lázaro de Mello Brandão.

Formado em filosofia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e com pós-graduação em sócio-psicologia obtido na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Luiz Carlos Trabuco Cappi possui mais de quarenta anos de carreira na instituição e foi o quarto presidente do banco. Antes de chegar ao cargo mais alto da instituição financeira, teve como principal destaque sua atuação como presidente do segmento de Seguros.

 

Parcerias foram fundamentais para a realização do Censo Agro 2017

A partir da parceria de nove instituições, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conseguiu concluir a segunda etapa do mês de coleta do Censo Agropecuário 2017. Foram mais de 2 milhões de domicílios recenseados até o dia 30 de novembro deste ano. Ao todo, foram 2,2 milhões de estabelecimentos, o equivalente a 42% do total de estabelecimentos existentes no país.

Para a realização deste projeto foram firmadas várias parcerias entre vários produtores, que permitiu a recepção dos recenseadores entrarem nas propriedades, estabelecimentos e obter respostas fidedignas sobre o questionário. Como uma forma de recompensa, o IBGE produziu tabulações voltadas para estes estabelecimentos, apontando as necessidades para cada um desses estabelecimentos mediante a cada setor visitado.

“Essas parcerias nunca foram firmadas para o Censo Agro, então tem um ineditismo ai. Outra coisa de vanguarda foi a previsão da produção de tabulações especiais como contrapartida. Fora isso, são representações de nível nacional, representantes legítimas do setor. Através destas entidades, estamos conversando com milhares de pessoas”, explica David Montero, assessor da Coordenação de Operação de Censos.

Dentre as parcerias firmadas para a realização do Censo, a OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras, também fez parte incentivando todas as cooperativas de produtores rurais em que são parceiras.

“Funcionando como um segmento representativo na agropecuária do país, e com a capacidade de reunir cerca de 1 milhão de produtores rurais em mais de 1,5 mil cooperativas, é extremamente fundamental que o cooperativismo tenha parcerias para elaboração de novas políticas públicas voltadas para às necessidades do setor. O Censo Agropecuário funciona perfeitamente nesse sentido. Com ele, é possível adquirirmos mais que um retrato da agropecuária nacional. Teremos a base para o desenho de um plano de ação que contribua para o fortalecimento do cooperativismo agropecuário e consequentemente para o desenvolvimento do setor produtivo do país”, explica Marcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

Ao todo foram nove parcerias entre diferentes grupos, ligados a agropecuária e o IBGE, contando com a Contag, IPA e OCB. As outras parcerias firmadas foram: a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários – ANDAV; Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG; Associação Brasileira da Indústria de Trigo – Abitrigo; Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA; Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil – CNA; Frente Nacional de Prefeitos – FNP.

 

IBGE divulga crescimento da industria de 5,3% em outubro de 2017

Segundo um levantamento feito pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física – Brasil, divulgada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no dia 5 de novembro de 2017, a indústria nacional teve um crescimento de 0,2% no fechamento do mês de outubro deste ano. Esse fechamento positivo em outubro deste ano representa o segundo fechamento consecutivo referente a série sazonal, que já representa um acumulado positivo de 0,6%. Mediante a série sem ajuste sazonal comparando o mesmo período de 2016, a indústria apresentou um crescimento de 5,3%.

Em comparação com o acumulado deste ano, o crescimento foi de 1,9%, e no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 1,5%. Segundo o levantamento apontado pelo IBGE, o resultado alcançado é positivo pelo segundo mês consecutivo, sendo o melhor resultado observado desde o mês de março de 2014, quando o fechamento foi de 2,1% no mesmo período.

Entre os meses de setembro e outubro deste ano, as taxas em duas categorias econômicas foram positivas, dentre as quatro grandes categorias analisadas, e dos 24 ramos ligados a elas, 15 tiveram retrospectos positivos. A indústria farmacêutica teve grande peso na contribuição para os bons retrospectos da indústria de forma geral.

Os produtos de origem farmoquímicos e farmacêuticos, apresentaram crescimento em vendas de 20,3%. A indústria de bebidas também gerou impacto positivo de 4,8%. Seguindo essa linha de bons retrospectos, confecção de artigos do vestuário e acessórios, apresentou crescimento de 4,3%, vindo logo em seguida: metalurgia, máquinas e equipamentos, e artefatos de couro para viagem incluindo calçados, com: 1,6%; 1,3% e 3,8% respectivamente.

Na contramão destes números de crescimento, foram registradas algumas quedas em nove ramos analisados, sendo eles: produtos alimentícios, que apresentou um recuo de 5,7%, e foi o responsável por um grande impacto negativo na média global, encerrando a média de expansão de 3,7% observada no mês setembro deste ano. Produtos que são derivados de petróleo e de biocombustíveis, tiveram queda de 2,6%. Já os produtos de higiene, como produtos de limpeza, vários tipos de sabão e produtos de higiene tiveram queda de 3,2%.

 

Inflação dos alimentos se mantém abaixo do esperado pelo mercado

No mês de novembro o preço dos alimentos tiveram um recuo grande, fazendo com que a prévia da inflação oficial aumentasse menos do que era esperado e com que o Banco Central cortasse a taxa básica de juros até o início de 2018.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15, do mês de novembro teve um aumento de 0,32%, e no mês de outubro essa alta foi de 0,34% ficando abaixo da expectativa de 0,40% da pesquisa Reuters.

O IPCA-15 foi de 2,77% nos doze meses até o mês de novembro de 2017, sob 2,71% até o mês de outubro. A previsão da pesquisa Reuters era de um aumento de 2,84% considerado abaixo da meta do governo que era de 4,5% do IPCA com uma margem de 1,5% para mais ou menos.

No grupo de Alimentos e Bebidas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o IBGE, a deflação intensificou a 0,25% no mês de novembro depois de uma queda de 0,15% no mês de outubro.

Os alimentos que mais ficaram baratos, foram o feijão-carioca com redução de -7,03%, o açúcar refinado com -4,52%, a farinha de mandioca com -4,25% e o açúcar cristal com -3,81%.

A pressão exercida pela energia elétrica, que sozinha respondeu a metade do IPCA-15 de novembro, foi compensada por esse movimento após uma alta de 4,42%.

O aumento da energia elétrica já era algo que todos esperavam após as mudanças de bandeira tarifária que a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou.

O botijão de gás aumentou também em 3,3% e as contas de energia levaram o grupo Habitação a um avanço acelerado de 1,33% no mês de novembro, sendo que em outubro essa alta foi de 0,66%.

Após a redução da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia em 7,5%, o Banco Central disse que irá continuar com o movimento de redução em novembro e deixou a porta aberta para o movimento seja continuado também em 2018.

A inflação acumulada do ano ficou em 1,78%, sendo um valor muito abaixo dos 5,51% registrados entre os meses de janeiro a setembro de 2016. Esse foi o menor índice desde 1988 quando a inflação chegou a 1,42%.

 

Estudo do Senado diz que investimentos públicos voltarão a ser igual a 1990

Os investimentos do setor público no Brasil voltaram ao patamar de 1990, de acordo com o economista e diretor da Instituição Fiscal Independente, Rodrigo Orair. A Instituição é um órgão que realiza pesquisas e tem ligação com o Senado Federal. Os estudos apontam que países como os Estados Unidos já retornaram ao nível de investimentos públicos de 1990.

A queda de investimento dos governos federais diminuiu de R$ 57 bilhões em 2014 para R$ 28 bilhões até junho de 2017, somados aos 12 meses anteriores. O investimento médio dos Estados Unidos, de 1994 a 2000 ficou em R$ 30 bilhões por ano. Em 2017 os investimentos devem fechar 0,4% do PIB e em 2014 essa cifra era representada por 1%.

A falta de investimento é preocupação não apenas dos economistas, pois ela poderá causar diversos problemas, como a falta de investimento em energia elétrica que provocou um enorme racionamento entre 2001 e 2002. Em 2014 os investimentos atingiram um pico e logo em 2015 já começaram a cair novamente.

A queda de arrecadação de impostos acabou derrubando as contas públicas do país após 3 anos de recesso. A espera é que em 2018 os investimentos melhorem devido ao fim oficial da crise no país.

O economista também ressalta que os investimentos atuais irão beneficiar as gerações futuras ou prejudicá-las. “O corte no investimento impacta pouco a prestação atual dos serviços. Entre fechar a escola, fechar o hospital, e cancelar a obra, o governo opta pela obra”. Retomar os mesmos investimentos futuramente é algo que pode causar problemas, diz Orair.

Os investimentos ficaram comprimidos devido às despesas como salários, que são obrigatórias e chegam a 90% das despesas primárias. Segundo o economista, os investimentos públicos do país está em queda relativa ao PIB desde 1980. “Como, hoje, mais de 90% do orçamento federal corresponde a despesas obrigatórias ou não contingenciáveis, resta ao governo a obrigação de contingenciar os outros menos de 10% que corresponde a despesas de custeio e a despesas discricionárias sendo a maior parte delas diz respeito ao funcionamento da máquina pública”, informou o Ministério do Planejamento.